Arquivo da categoria: Territórios Indígenas

Kamaiurá

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Banho no lago Ipavu ao nascer do sol.
Parque Indígena do Xingu.
©Paulo Santos  / 2015

A formação de espaços indígenas no período colonial

Mark Harris, da Universidade de Saint-Andrews (Escócia), é o convidado da Coordenação de Ciências Humanas para discutir o tema nesta quarta-feira


Agência Museu Goeldi
Texto: Uriel Pinho
A mediação será feita por Márcio Meira, antropólogo do Museu Goeldi.O “Café com Ciência” desta quarta (14) traz para discussão “A formação dos espaços indígenas: os territórios Tapajó e Konduri nos séculos XVII e XVIII”, pesquisa do Prof. Dr. Mark Harris, da Universidade de Saint-Andrews (Escócia). O evento é promovido pela Coordenação de Ciências Humanas do Museu Paraense Emílio Goeldi e objetiva ampliar o debate sobre a história indígena na Amazônia com base nas informações obtidas de fontes coloniais, pesquisas arqueológicas, linguísticas e etnográficas.
A palestra inicia às 15h, na sala 01 da Coordenação de Ciências Humanas (Campus de Pesquisa do Museu Goeldi) e a entrada é livre e gratuita para todos os interessados. Os participantes são convidados a contribuir com um lanche, compartilhado ao final das discussões.
Em sua apresentação, Mark Harris pretende examinar os contrastes entre duas zonas indígenas, próximas no período colonial. O sentido e a forma com que esses espaços foram criados, assim como ações diferenciadas movidas contra as incursões de missionários e soldados, estimulam o entendimento de que se tratavam de índios de diferentes etnias. Durante o período da pesquisa, constatou-se que as relações entre aliados e inimigos transformaram-se ao longo do período colonial.
A mediação será feita por Márcio Meira, antropólogo do Museu Goeldi e ex-presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai),
Leia a matéria >> A formação de espaços indígenas no período colonial no Café com Ciência | Museu Paraense Emílio Goeldi

COMEÇA A XV ASSEMBLEIA GERAL ELETIVA DA FOIRN EM SÃO GABRIEL DA CACHOEIRA

A abertura oficial da XV Assembleia Geral da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), principal organização representativa de 23 povos distintos que vivem na região do alto Rio Negro, abrangendo os municípios de São Gabriel da Cachoeira, Santa Isabel do Rio Negro e Barcelos, foi realizado ontem, segunda-feira, 21/11, as 19hs. Na cerimônia de […]

via COMEÇA A XV ASSEMBLEIA GERAL ELETIVA DA FOIRN EM SÃO GABRIEL DA CACHOEIRA — Terra e Cultura

Foto de capa: Índio Tukano em São Gabriel da Cachoeira
©Paulo Santos

Espiritos da Floresta

No meio da mata, fotógrafo francês faz projeção 3D mapping para índios Suruís


O fotógrafo francês Philippe Echaroux retratou  índios Suruí em Rondônia para o projeto “A Floresta de Sangue”, e fez projeção 3D mapping dos personagens indígenas como forma de denunciar o desmatamento.

 


 

Conheça a etnia >>    Surui Paiter

 


 

Première Mondiale: du Street Art au coeur de la Forêt Amazonienne – World First Street Art in the Rainforest. from pays-imaginaire.fr on Vimeo.
>>Philippe Echaroux

Para Onde Foram As Andorinhas ?

Por Inês Zanchetta, do ISA –
Premiado em festivais internacionais, o curta coloca em cena os índios do Parque Indígena do Xingu e mostra como as mudanças climáticas têm afetado suas vidas.
Produzido em parceria pelo ISA e pelo Instituto Catitu para ser exibido durante a Conferência do Clima de Paris (COP-21), o filme teve pré-lançamento no último dia 16 de agosto, em evento no Cinesala em São Paulo. Desde esta segunda (22/8) está disponível na internet.


Para onde foram as andorinhas? from Instituto Catitu

Apresentado e aplaudido também em eventos paralelos à Conferência Oficial, e na Zona de Ação Climática, espaço da militância da sociedade civil, em Paris, os debates contaram com expressiva participação do público.
Com roteiro de Paulo Junqueira, do ISA, e Mari Corrêa, do Instituto Catitu, que também é a diretora, o filme mostra de forma sensível como os povos que habitam o Parque Indígena do Xingu, em Mato Grosso, estão percebendo e sentindo em seu dia a dia os impactos das mudanças do clima: seja em sua base alimentar, em seus sistemas de orientação no tempo, em sua cultura material e em seus rituais. Eles estão preocupados com futuro de seus netos, das novas gerações. Com o mundo que vão deixar de herança para eles.
Hoje, no Parque Indígena do Xingu, em Mato Grosso, vivem 6 500 índios de 16 povos diferentes, que com seu tradicional sistema de manejo do território garantem a preservação das florestas. Entretanto, no entorno do Parque a realidade é outra. Com 86% das florestas convertidas principalmente em soja, milho e pasto, os últimos 30 anos foram de devastação ambiental no entorno e as consequências no clima, nos animais, na agricultura estão sendo sentidas pelos índios.
Cigarras não cantam mais. Borboletas e andorinhas sumiram
Os sinais estão por toda parte. As cigarras não cantam mais anunciando que a chuva está por vir. Também desapareceram as andorinhas que voavam em bandos para anunciar o início das chuvas. As borboletas, que visitavam as aldeias avisando que o rio ia começar a secar, sumiram. São alguns exemplos do que está acontecendo. Antigamente não era assim, eles dizem. Mas o aumento do calor, a falta de chuvas, o desmatamento no entorno do Parque e até a construção de barragens são apontados como causas dessas mudanças. O fogo, antes restrito à roça, hoje, se alastra com muita facilidade, atingindo grandes áreas do Parque, exigindo que os índios se mobilizem e adotem novas técnicas e equipamentos para controlar o fogo.
O calor intenso também está matando as frutas e alimentos que fazem parte da culinária dos povos xinguanos estão desaparecendo, caso de algumas espécies de mandioca e batata. Até os pés de pequi, fonte de alimento e fundamental no ritual da furação de orelhas dos Waurá, estão sendo atacados por pragas que os xinguanos não conheciam.
Preocupados, acreditam que vão passar fome no futuro, porque as plantações não vão resistir. E temem que as futuras gerações tenham que depender da comida dos brancos. (ISA/ #Envolverde)
* Publicado originalmente no site ISA.