Arquivo da categoria: Territórios Indígenas

COMEÇA A XV ASSEMBLEIA GERAL ELETIVA DA FOIRN EM SÃO GABRIEL DA CACHOEIRA

A abertura oficial da XV Assembleia Geral da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), principal organização representativa de 23 povos distintos que vivem na região do alto Rio Negro, abrangendo os municípios de São Gabriel da Cachoeira, Santa Isabel do Rio Negro e Barcelos, foi realizado ontem, segunda-feira, 21/11, as 19hs. Na cerimônia de […]

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Foto de capa: Índio Tukano em São Gabriel da Cachoeira
©Paulo Santos

Espiritos da Floresta

No meio da mata, fotógrafo francês faz projeção 3D mapping para índios Suruís


O fotógrafo francês Philippe Echaroux retratou  índios Suruí em Rondônia para o projeto “A Floresta de Sangue”, e fez projeção 3D mapping dos personagens indígenas como forma de denunciar o desmatamento.

 


 

Conheça a etnia >>    Surui Paiter

 


 

Première Mondiale: du Street Art au coeur de la Forêt Amazonienne – World First Street Art in the Rainforest. from pays-imaginaire.fr on Vimeo.
>>Philippe Echaroux

Para Onde Foram As Andorinhas ?

Por Inês Zanchetta, do ISA –
Premiado em festivais internacionais, o curta coloca em cena os índios do Parque Indígena do Xingu e mostra como as mudanças climáticas têm afetado suas vidas.
Produzido em parceria pelo ISA e pelo Instituto Catitu para ser exibido durante a Conferência do Clima de Paris (COP-21), o filme teve pré-lançamento no último dia 16 de agosto, em evento no Cinesala em São Paulo. Desde esta segunda (22/8) está disponível na internet.


Para onde foram as andorinhas? from Instituto Catitu

Apresentado e aplaudido também em eventos paralelos à Conferência Oficial, e na Zona de Ação Climática, espaço da militância da sociedade civil, em Paris, os debates contaram com expressiva participação do público.
Com roteiro de Paulo Junqueira, do ISA, e Mari Corrêa, do Instituto Catitu, que também é a diretora, o filme mostra de forma sensível como os povos que habitam o Parque Indígena do Xingu, em Mato Grosso, estão percebendo e sentindo em seu dia a dia os impactos das mudanças do clima: seja em sua base alimentar, em seus sistemas de orientação no tempo, em sua cultura material e em seus rituais. Eles estão preocupados com futuro de seus netos, das novas gerações. Com o mundo que vão deixar de herança para eles.
Hoje, no Parque Indígena do Xingu, em Mato Grosso, vivem 6 500 índios de 16 povos diferentes, que com seu tradicional sistema de manejo do território garantem a preservação das florestas. Entretanto, no entorno do Parque a realidade é outra. Com 86% das florestas convertidas principalmente em soja, milho e pasto, os últimos 30 anos foram de devastação ambiental no entorno e as consequências no clima, nos animais, na agricultura estão sendo sentidas pelos índios.
Cigarras não cantam mais. Borboletas e andorinhas sumiram
Os sinais estão por toda parte. As cigarras não cantam mais anunciando que a chuva está por vir. Também desapareceram as andorinhas que voavam em bandos para anunciar o início das chuvas. As borboletas, que visitavam as aldeias avisando que o rio ia começar a secar, sumiram. São alguns exemplos do que está acontecendo. Antigamente não era assim, eles dizem. Mas o aumento do calor, a falta de chuvas, o desmatamento no entorno do Parque e até a construção de barragens são apontados como causas dessas mudanças. O fogo, antes restrito à roça, hoje, se alastra com muita facilidade, atingindo grandes áreas do Parque, exigindo que os índios se mobilizem e adotem novas técnicas e equipamentos para controlar o fogo.
O calor intenso também está matando as frutas e alimentos que fazem parte da culinária dos povos xinguanos estão desaparecendo, caso de algumas espécies de mandioca e batata. Até os pés de pequi, fonte de alimento e fundamental no ritual da furação de orelhas dos Waurá, estão sendo atacados por pragas que os xinguanos não conheciam.
Preocupados, acreditam que vão passar fome no futuro, porque as plantações não vão resistir. E temem que as futuras gerações tenham que depender da comida dos brancos. (ISA/ #Envolverde)
* Publicado originalmente no site ISA.

Resistência e Esperança

 Povos indígenas: exemplo de resistência, esperança de futuro


Há quase vinte e oito anos, os povos indígenas obtiveram uma conquista inédita no Brasil: pela primeira vez, seus direitos originários foram reconhecidos na carta magna do país. Em dois artigos sucintos e valiosos, a Constituição Federal promulgada em 1988 lhes garantiu o direito a existirem conforme seus próprios modos de vida, a terem respeitada sua autodeterminação, sem a tutela do Estado que até então os considerava incapazes, e a terem demarcados seus territórios tradicionais.
Tais direitos originários encontram-se hoje sob o mais intenso ataque desde que foram reconhecidos. Em meio à violência e à ameaça de novos tempos sombrios, os povos indígenas resistem e, resistindo, nos ensinam. Seu futuro é o futuro de todos nós.
Fonte: Dom Roque Paloschi, Presidente do Cimi
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  Acervo H

Rikibaktsa do Mato Grosso. © Paulo Santos. 2011.
XI Jogos indÌgenas. Rikibaktsa do Mato Grosso. Porto Nacional, Tocantins, Brasil. Foto Paulo Santos. 07/11/2011.

Foto de abertura: índio Kayapó em conflito com garimpeiros no Pará.  ©Eduardo Kalif. 1985

O Silêncio dos Eloquentes

De 1,5 mil línguas indígenas brasileiras, restam 181, todas ameaçadas de extinção


Brasília –   Na data que marca o Dia do Índio no calendário nacional, 19 de Abril, a avaliação sobre a preservação das línguas indígenas nacionais não mostra um panorama favorável à preservação dessa cultura no Brasil. Uma pesquisa elaborada pelo Instituto de Estudos da Linguagem (IEL), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e divulgada em março deste ano, aponta que das cerca de 1,5 mil línguas indígenas existentes no período de descobrimento do Brasil, restam 181, das quais 115 são faladas por menos de mil pessoas.
Todas as línguas indígenas brasileiras estão ameaçadas de extinção em algum grau, de acordo com Atlas Mundial das Línguas elaborado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Em sua última versão, o mapa da Unesco – publicado em 2008 a fim de comemorar o Ano Internacional das Línguas proclamado pelas Nações Unidas – mostra 190 línguas indígenas no Brasil, sendo que 12 já estavam extintas. Segundo esse estudo, o Brasil é o terceiro país com o maior número de línguas ameaçadas.
Por Leandro Melito Portal EBC na Íntegra


Acervo H                                 Memória Coletiva 

Manifestantes aguardam comitiva de deputados para discutir problemas no campo e reforma agr∑ria, o deputado M»rio Juruna desce do aviÑo. Outro polÃtico » o deputado Jos» Genoino Neto, ex guerrilheiro que retorna a esta regiÑo 11 anos depois da guerrilha do Araguaia. SÑo Geraldo do Araguaia, Par∑, Brasil Foto Paulo Santos/Interfoto 1983
Manifestantes indígenas aguardam políticos da oposição para debater reforma agrária e violência na região da guerrilha. © Paulo Santos 1983

Acervo H