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HIPA Contagem Regressiva

O ‘Hamdan International Photography Award’ uma das maiores premiações em concursos fotográficos no mundo, encerra suas inscrições próximo dia 31/10/2017. O evento é promovido pelo H.H. Sheikh Hamdan Bin Mohammed Al Maktoumuma de Dubai.


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HIPA

 

HIPA Encerramento

Talhado no Front

O fotógrafo Raimundo Paccó é conhecido dos consumidores de imagens e notícias. Talhado no front do fotojornalismo, Paccó conheceu o mundo trabalhando para jornais como Correio Brasiliense, Folha de São Paulo, entre tantos outros. Um trabalho voltado à documentação, cobertura diária. Companheiro em grandes reportagens, como o assassinato de Dorothy Stang ou o massacre dos garimpeiros pelos índios Cinta-Larga em Rondônia – ambos tão simbólicos para Amazônia.

Mas outro Paccó dentro do mesmo fotógrafo. Em pequeníssimo ensaio, aqui ele se permite um olhar menos tensionado pelo tempo, contemplativo, alheio à produção do chamado hard news jornalístico.

Como barco ao largo da cidade, flanando pelos rios, ele transita. Um caminho de luzes trilhado por onde o fotógrafo passa, passa e vê. O movimento das cores nas velhas e sólidas construções estáticas. História que se confunde com cenários cenográficos, vermelho tungstênio marcado nas pedras do forte. E a lua, que ele não mostrou naquele dia, mas guardou na retina.


Texto Paulo Santos

O Fotógrafo Militante

Lucivaldo Sena



Militante dos movimentos sociais, o fotógrafo Lucivaldo Sena construiu seu início profissional participando e documentando as manifestações populares. A fotografia como ferramenta de denúncia era seu instrumento, no corpo a corpo social.  Ele amadurece na infantaria dessas batalhas e, com linguagem própria, técnica precisa e talento consumado, se profissionaliza, publicando trabalhos nos principais jornais e revistas do Brasil, como O Estado de São Paulo, revista Exame, portal Uol, além das agências noticiosas nacionais e internacionais. como AP, Reuters e AFP. Nesta corrida edição do Lucivaldo, uma inesquecível imagem noturna: o cocar com fogos ao fundo. Símbolos que se confundem, que se completam, que se agridem e acariciam. A descoberta, pelos olhos sensíveis, de um veio de possibilidades que dá à fotografia a riqueza que produz encantamento e verdade.


Texto Paulo Santos

O Médico e o Fotógrafo

 

 


Carlos Barreto é médico. Sua especialidade: intensivista. Trata-se do camarada encarregado de manter acesa a linha da vida quando ela ameaça apagar-se. Para profissionais do seu quilate, a precisão é imprescindível. Quem sabe tenha influência dessa rotina a característica mais expressiva das fotografias de Carlinhos: elas são geométricas, mas insinuantes. A exatidão, nessas imagens, é pervertida. A reta propõe a fuga dos olhos. A linha do horizonte ameaça uma rebeldia, assimilando personagens como num quebra-cabeça. É uma fotografia a ser desvendada. Como se o médico, preciso como deve ser, ressuscitasse no diagrama do olhar as suas mais estimulantes incertezas. Que são, na verdade, as inevitáveis imprecisões humanas.


Texto Paulo Silber

 

 

Kamaiurá

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Banho no lago Ipavu ao nascer do sol.
Parque Indígena do Xingu.
©Paulo Santos  / 2015